Pastoral Familiar
Preparando para a semana da vida
A CNBB, por ocasião de sua 43ª Assembléia Geral (9-17/08/ 2005), decidiu que seja celebrado, na data de 8 de outubro, o Dia do Nascituro. Na semana que antecede a esse dia especial - de 1° a 7 de outubro -, celebre-se a Semana Nacional da Vida.
Por que a Semana Nacional da Vida?
"A questão da defesa da vida não é questão de religião, mas de ética, dignidade, direitos humanos e civilização, pois, se bobearmos, voltaremos à idade da pedra. A defesa da vida não é uma questão para ser deixada apenas no âmbito religioso; é preciso ir às praças, discutir com o público. É importante que nossas organizações se manifestem" - esclarece Dom Odilo Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo.
Entre os muitos motivos que levaram nossos bispos a instituírem a Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro, destaca-se o fato de que a vida humana tem sido ameaçada, banalizada e desrespeitada de muitas maneiras. Diante de tantos ataques e ameaças, "é nossa missão reafirmar sua importância inalienável e inegociável. Ela é o fundamento sobre o qual se apóiam todos os demais valores" - justificou a mensagem final da 43a Assembléia Geral da CNBB.
Parcerias e articulações necessárias
A Semana Nacional da Vida, embora não tenha tradição, precisa de parcerias e articulações. Não é e nem pode ser tarefa exclusiva da Pastoral Familiar; necessita ser uma realização de todas as pastorais, associações, movimentos e serviços. Os resultados serão mais expressivos na medida em que houver boa articulação entre o pároco, o Conselho de Pastoral Paroquial, as coordenações das pastorais e outras forças vivas da sociedade. Por isso, é oportuno envolver também as escolas, os meios de comunicação e outras organizações sociais, pois a vida é o valor maior que está em jogo e que interessa a todos.
As celebrações, encontros, palestras, debates, filmes, encenações, shows, caminhadas / etc., em torno da Semana Nacional da Vida e do Dia do Nascituro, colocam em evidência o valor e a beleza desse dom precioso que recebemos de Deus. Evidentemente, não se reduzem a um mutirão contra o aborto; seu leque é bem maior. Entretanto, não podemos nos silenciar diante da gravidade das ameaças dos projetos abortistas que hoje circulam e se articulam por todo o mundo.
"Antes mesmo de te formar no ventre materno, eu te conheci; antes que nascesses eu te consagrei." (Jr 1,5)
Somos seres humanos, ininterruptamente, desde a fecundação até a morte natural
O novo ser humano envia mensagens ao organismo da mãe, preparando-o para recebê-lo no útero e dar continuidade à gravidez, processo de desenvolvimento contínuo, coordenado e progressivo. Todas as células maternas participam do processo da gravidez.
Provocar voluntariamente o aborto é matar cruelmente um ser humano, ainda no ventre materno. Além disso, o feto é um ser distinto da mãe - ambos têm o direito à vida.
O "direito ao aborto" é um falso direito da mulher; é um ato de agressão a ela mesma, pois pode aumentar a incidência de câncer de mama, depressão e tendência ao suicídio.
Conhecer a própria sexualidade e vivê-la de modo sadio e íntegro, planejar responsavelmente e com amor a família e ter assistência à saúde com qualidade para todas classes sociais: esses são direitos que valem ser defendidos!
TODO SER HUMANO
- é imagem e semelhança de Deus;
- é único e irrepetível;
- é amado por Deus;
- tem sempre valor inestimável;
- é destinado à vida eterna.
O ABORTO PROVOCADO:
1. CONDENA à morte um ser humano inocente e indefeso;
2. DANIFICA a saúde física, psíquica e espiritual da mulher;
3. DESUMANIZA as pessoas que o praticam;
4. NEGA o direito à vida, que é primeiro de todos os direitos;
5. DISCRIMINA os seres humanos, ao decidir quem vai ou não viver;
6. AUMENTA a violência na sociedade;
7. REDUZ o ser humano a objeto descartável;
8. IGNORA a sacralidade e o valor sobrenatural da vida;
9. ATENTA contra a grandeza da maternidade;
10. DESRESPEITA gravemente a Lei de Deus.
"O aborto é um crime abominável, uma vergonha para a humanidade."
João Paulo II, Rio de Janeiro, 04/10/97
Alguns afirmam que morrem anualmente no Brasil milhares de mulheres, vítimas de aborto clandestino, o que justificaria sua legalização. Dados oficiais do Ministério da Saúde apontam, entretanto, entre 115 a 163 mortes' em decorrência de todos os tipos de aborto, incluindo os que acontecem espontaneamente. É lamentável que uma só morte ocorra, mas isso não justifica legalizar o aborto em nome da saúde pública.
Políticas públicas, realmente voltadas à pessoa humana, estão preocupadas em atender às necessidades da mulher grávida, ajudá-la a ter e criar bem seus filhos e não a abortá-los. Com o aborto, o Estado não apóia a mulher, nem promove a vida.
Aborto silencioso
A pílula do dia seguinte e o DIU impedem a fixação do embrião (ser humano) no útero de sua mãe e ele é expulso sem ser notado.
Aborto Químico
Substâncias químicas usadas contraem o útero, causando a expulsão e a morte do feto.
Aborto por sucção
O ser humano por nascer é dilacerado ainda vivo e sugado aos pedaços.
Aborto por solução salina
O líquido venenoso é aspirado pelo nascituro que, em horas, morre desidratado, com hemorragia cerebral e convulsões.
A implantação do aborto legal no mundo é financiada pelo capital internacional, agindo também no Brasil através de mais de 200 Ongs que organizam campanhas pró-aborto. Os países ricos procuram dominar os países pobres através do controle populacional, o que atenta contra os interesses e a soberania do país.
A apresentação de projetos de lei para a legalização do aborto atenta contra a vida.
Extraído do jornal "O Lutador" e CNBB