Pastoral Familiar

Pesquisar no site

Ir para conteúdo

cinco compromissos

Pastoral Familiar

Cinco Compromissos assumidos pelos peregrinos como gesto concreto de continuidade da Peregrinação Nacional em Favor da Família que aconteceu no dia 24 de maio de 2009 em Aparecida -SP


1° Compromisso: Defender o valor e a beleza do matrimônio e da família, o respeito pela vida humana e a dignidade da pessoa.

2° Compromisso: Transmitir a fé na família e dar testemunho de vida cristã participando da comunidade eclesial.

3° Compromisso: Incentivar as vocações sacerdotais e religiosas e rezar pela santificação do clero.

4° Compromisso: Articular e unir a pastoral familiar, movimentos de casais e serviços com especial atenção aos casais em situação especial.

5° Compromisso:
Aprimorar a preparação remota, próxima e imediata para a vida matrimonial, unindo família, catequese, juventude e escola em todas as etapas de formação.





Por que casar na Igreja?


A família cristã está fundada no sacramento do matrimônio entre um homem e uma mulher, sinal do amor de Deus pela humanidade e da entrega de Cristo por sua esposa, a Igreja. "A família é imagem de Deus que em seu mistério não é uma solidão, mas uma família" (DP 582). Na comunhão de amor das três Pessoas divinas, nossas famílias têm sua origem, seu modelo perfeito, sua motivação mais bela e seu último destino. Deus é amor e optando por viver em família em meio a nós, eleva a família à dignidade de Igreja doméstica. Pelo sacramento do Matrimônio, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, sua potência que vence a morte, tornam-se presentes e atuantes na vida conjugal.

Casar na Igreja significa reconhecer que aquela união conjugal corresponde ao desígnio de Deus. Chama em causa o próprio Jesus Cristo, morto e ressuscitado que se torna presente na relação conjugal. O casal necessita da potência (da misericórdia) divina que vence a morte para vencer o cansaço, o desgaste e eventuais infidelidades. A luz de Cristo invocada e acolhida é necessária para conduzir os filhos à maturidade com sabedoria e equilíbrio.

A convivência (uniões de fato) tem na sua origem a vontade explícita de não consolidar com garantias jurídicas e religiosas aquela convivência de tipo conjugal. As pessoas envolvidas não querem dar garantias de que se empenham por toda a vida naquela relação.

Na sociedade pluralista, onde os indivíduos conquistam espaços de liberdade cada vez mais amplos, os homossexuais pedem os direitos de cidadania e a proteção de suas uniões. A Igreja acolhe e orienta os homossexuais (ver Catecismo da Igreja Católica). O Estado procura amparar e proteger as partes mais frágeis nessa relações. Há caminhos jurídicos eficientes para responder a essas exigências, sem desvalorizar a família fundada no matrimônio.

Conclusões
Configura-se, na sociedade moderna, uma pluralidade de formas familiares que reivindicam reconhecimento e legitimidade social. Um dos maiores desafios da família contemporânea consiste exatamente em equacionar os direitos individuais de seus membros com as exigências de coesão interna e de coesão social.

A família fundada no matrimônio assume de maneira explícita e pública a responsabilidade recíproca e para com eventuais filhos. Por isso, a família constitui o maior recurso humano e social disponível, e é de interesse dos poderes públicos não desperdiçar esses recursos. Abrem-se, assim, amplos espaços para políticas sociais que focalizem a subjetividade social da família.

Cabe identificar quais formas familiares favorecem mais a solidariedade social, quais formas familiares têm como projeto, como finalidade própria, assumir a cooperação entre os sexos e entre as gerações.
As famílias assentadas em matrimônio valorizam a estabilidade e proporcionam coesão social, oferecendo a perspectiva da duração no tempo do relacionamento e isto favorece a integração afetiva e emocional dos cônjuges e da prole. Por fim, a família estável é capaz de dar assistência, de maneira continuada e eficaz, aos seus membros mais fracos (crianças, idosos e portadores de deficiências). Este ambiente favorece o florescimento de uma efetiva paz social. Este é o terreno no qual se joga o grau mais ou menos civilizado de uma sociedade. Tudo indica, no entanto, que essa cooperação está sendo posta em questão.

O moderno Estado 'laico' não deverá usar um critério religioso para avaliar as diversas formas de convivência familiar. Deve avaliar quais formas de convivência resultam mais úteis à sociedade. Estas devem ser reconhecidas, encorajadas e sustentadas com base na avaliação das conseqüências positivas que produzem para a sociedade. Por isso, as medidas do governo para regulamentar as diversas formas de viver o afeto não devem descaracterizar a família fundada no matrimônio, identificando-a com qualquer tipo de convivência com base afetiva.

A primeira medida de política social em favor da família consiste, então, na criação de uma "cultura da família", isto é, de uma mentalidade socialmente difusa, que reconheça e promova os valores da família como positivos e desejáveis para o bem-estar das pessoas e da sociedade.

O que fazer para que a família seja fortalecida e enriqueça seus membros e a sociedade com o capital humano e social que gera?


1.É necessário desenvolver uma prática de reflexão sobre os bens que a família proporciona a seus membros, aumentando a consciência da riqueza que carrega (empowerment).

2. Expandir uma Pastoral Familiar "intensa e vigorosa".

3. Promover uma sociedade
amiga da família:
a) Política habitacional amiga da família;
b) Política de emprego amiga da família;
c) Meios de comunicação amigos da família;
d) Sistema educacional amigo da família (inclusive livros de texto, programas etc.);
e) Empresas amigas da família.

4. Multiplicar
Associações Familiares que se tornem capazes de dialogar e interagir com as diversas instâncias de poder público.

5. Atenção a
não reduzir a família a lugar dos afetos, dos prazeres e dos interesses. Ela constitui um bem relacionai, paradigma do dom e do perdão.

Quais partidos incorporam em seus programas uma valorização da família adequada aos nossos tempos, com políticas familiares que procuram concretizar na prática essa valorização? Quais são as forças sociais e culturais que compreendem o valor da família e trabalham para ela? Quem são os políticos sinceramente comprometidos com o bem da família?



Voltar para conteúdo | Voltar para menu principal